terça-feira, 16 de setembro de 2008

O último comboio (de Alma Welt)

Não estarei aqui quando voltares,
Ó vento-rei do meu sonho passado,
Sinto que as partidas e os “chegares”
Já não escamoteiam o meu fado.

Sei que vou partir, o trem vem vindo
A silvar e a ranger na noite enorme,
Na plataforma já vou me consumindo
A esperar que a alma se conforme.

Espera, dá-me tempo, ó minuano!
E tu, meu trenzinho de fumaça,
Me deixe ficar só mais um ano

Enquanto assisto aqui nesta varanda
O comboio do meu próprio ser que passa
Como o fumo, o vapor, e a lavanda...


16/01/2007
___________________________________



El último convoy (de Alma Welt)
(versión al castellano de Lucia Welt)

Todavía no estaré cuando tornares
Oh! viento-rey de mi sueño pasado,
Siento, pues, que las salidas, los llegares,
Ya no logran engañar este mi hado.

Yo sé que voy partir, el tren viniendo
A silbar y a crujir en noche enorme,
Y en la banqueta voy me consumiendo
A esperar que el alma se conforme.

Espera oh!viento! Tempo, torna a atrás!
Y tu mi trenito de humareda
Déjame restar un año más

En cuanto asisto acá en la baranda
El convoy de mi ser que pasa y queda
Como el humo, el vapor y la lavanda…

Nenhum comentário: