Ergam-se meus sonhos na alvorada,
Que os quero junto a mim ao despertar
E com eles percorrer minha jornada
Ainda que mal saia do lugar.
Sou toda mente, anseios, devaneios
E meu corpo reflete essa loucura
Pois alvo como a lua em seus meneios
Entre nuvens, ora clara, ora obscura.
E miro horizontes bem mais amplos
Mesmo aqui desta cadeira balançando
A singrar meu olhar por estes campos
Qual caravela perdida neste mundo
De águas rasas todavia procurando
Um porto onde o mar é mais profundo.
21/09/2006
El puerto (de Alma Welt)
(versión al castellano de Lucia Welt)
Erganse mi sueños en la alborada
Que los quiero junto a mí al despertar
Y con ellos recorrer esta jornada
Aunque no me salga del lugar.
Soy toda mente, ansias, devaneos
Y mi cuerpo refleja esa locura
Blanco como luna en sus meneos
Entre nubes, ora clara, ora obscura.
Y miro horizontes bien más amplios
Mismo acá en esta silla oscilando
A singlar mi mirada por los campos
Cual carabela perdida en este mundo
De aguas rasas todavía procurando
Un puerto donde el mar es más profundo.
A Moratória
ou O sono dos amores (de Alma Welt)
De noite as fragrâncias do jardim
Trazem sonhos de antigos moradores
Desta casa tão vivida, e o jasmim
Como os elos perdidos dos amores...
Tais anseios não morrem, não têm fim
Conquanto adormecidos na memória
Das coisas que já eram mesmo assim
Ao pedirem paz ou... moratória
Por sofridas perdas e fracassos
Que são como os acertos, no final,
Pois tudo são caminhos e são passos
Já que a morte deixa tudo inacabado,
Sonetos em que o fecho é sempre igual:
Gozo e dor reflorindo no gramado...
17/08/2006
La moratoria
o El sueño de los amores (de Alma Welt)
(versión al castellano de Lucia Welt)
De noche los aromas del jardín
Traen sueños de antiguos moradores
De esta morada vieja, y el jazmín
Como una cadena de dolores.
Las ansias no se mueren por aquí
Dormidas todavía en la memoria
De las cosas que fueran siempre así
A pedir por la paz… o moratoria
Por las causas perdidas y fracasos
Que son como aciertos, al final,
Pues que son caminos y son pasos.
La muerte siempre deja inacabados
Los sonetos y la fecha siempre igual:
Gozo y dolor como flores en los prados.
domingo, 14 de setembro de 2008
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