segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A Moratória (de Alma Welt)

A Moratória (de Alma Welt)
ou O sono dos amores (de Alma Welt)



De noite as fragrâncias do jardim
Trazem sonhos de antigos moradores
Desta casa tão vivida, e o jasmim
Como os elos perdidos dos amores...

Tais anseios não morrem, não têm fim
Conquanto adormecidos na memória
Das coisas que já eram mesmo assim
Ao pedirem paz ou... moratória

Por sofridas perdas e fracassos
Que são como os acertos, no final,
Pois tudo são caminhos e são passos

Já que a morte deixa tudo inacabado,
Sonetos em que o fecho é sempre igual:
Gozo e dor a reflorir sobre o gramado...

17/08/2006


La moratoria
o El sueño de los amores (de Alma Welt)
Versión al castellano por Lucia Welt)


De noche los aromas del jardín
Traen sueños de antiguos moradores
De esta morada vieja, y el jazmín
Como una cadena de dolores.

Las ansias no se mueren por aqui
Dormidas todavía en la memoria
De las cosas que fueran siempre así
A pedir por la paz… o moratoria

Por las causas perdidas y fracasos
Que son como aciertos, al final,
Pues que son caminos y son pasos.

La muerte siempre deja inacabados
Los sonetos y la fecha siempre igual:
Gozo y dolor como flores en los prados.

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